Este artigo resume um projeto de mapeamento social conduzido pelo Grupo de Pesquisa em Educação Ambiental, Comunicação e Artes da Universidade Federal de Mato Grosso. Os objetivos principais do projeto foram mapear os grupos sociais vulneráveis de Mato Grosso e identificar os conflitos sociais e ambientais que os colocam em situações de risco. Os conflitos e dilemas vivenciados por esses grupos são normalmente causados por disputas por terra e água. Por sua vez, essas disputas podem ser atribuídas à continuidade de formas colonialistas de relações políticas, econômicas e ecológicas implícitas no modelo de desenvolvimento predominante na região. Apoiado pela reinvenção e aplicação de uma nova metodologia para a educação ambiental — o mapa social — o trabalho ilustra a importância das identidades coletivas, das auto-narrativas e dos enquadramentos interpretativos, além de discutir como o mapeamento social pode ser utilizado na educação fundiária para possibilitar a construção de formas participativas de políticas públicas.